Como chegou até aqui?

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

pavilhão auricular soil & "pimp" sessions

que raio de pulmões têm estes japoneses?

Senhoras e senhores, isto é jazz a 300 à hora. Definitivamente, não é para todos - é para quem gosta de metais, primeiro, e, segundo, para quem estiver preparado para ser atropelado por um comboio desgovernado de trompetes loucos e saxofones insanos. Estes japoneses dizem-se uma "banda de jazz explosivo" e não mentem. A primeira vez que os ouvi foi num vídeo do Mezzo e fiquei enterrado no sofá com todos aqueles G's de jazz.

Os Soil & "Pimp" Sessions conheceram-se num club de Tóquio e decidiram formar um grupo para actuações ao vivo cheias de energia e pulsão musical. O resultado é, propositadamente, um jazz de discoteca, irresistível, irreprimível, instigador, de uma velocidade estonteante. Gente como Tabu Zombie (trompete) e Motoharu (saxofone) só pode ter pulmões de elefante. Oiça-se Suffocation (bem a propósito) e a única dúvida que restará é se são paquidermes africanos ou indianos.

Ainda só ouvi o primeiro disco, Pimp Master (2005), um descontrolo total do início à sétima faixa (Avalanche). Depois o jazz de Soil & "Pimp" Sessions acalma - alguém tem de sobreviver ao comboio desgovernado para contar a história. E, mesmo num registo mais tranquilo, sem ser nenhuma perfeição é... bem, é jazz.

O final deste Pimp Master é que era escusado. O louco President aka Shacho, assumido agitador da banda, entra em cena para uma sessão de desvario completo, uma espécie de punk jazz. Enfim, japoneses.

Se gostarem de Pimp Master, procurem (como eu estou a fazer) o último lançamento, Pimp of the Year, de 2006.




soil & "pimp" sessions
pimp master
2005
www.soilpimp.com
www.myspace.com/soilandpimpsessions

sexta-feira, fevereiro 23, 2007

alucinário concurso de mergulho sincronizado de aspas

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

a quintessência renato carreira

Se se passou nesta semana, Renato Carreira comenta. A quintessência.

Por estes dias Alberto João Jardim (Governo da Madeira) demitiu-se, João Marcelino (Correio da Manhã) foi-se, Rogério Gonçalves (Sp. Braga) pirou-se. Os números do desemprego começam, de facto, a ser preocupantes?
Ora bem. Alberto João Jardim passa a dirigir o Correio da Manhã, João Marcelino vai treinar o Sporting de Braga e Rogério Gonçalves assume a chefia do governo regional da Madeira. Problema resolvido.

Mas parece que há ondas de choque: Romano Prodi também se demitiu de primeiro-ministro de Itália...
Só tenho uma coisa a dizer: o Miccoli não está gordo demais para governar um país. Cada qual que interprete isto como achar melhor.

Um vaticínio quanto à próxima demissão?
Bento XVI por divergências com a Cúria Romana, quando esta o censurar por restaurar o costume ancestral de transporte do Sumo Pontífice às costas de cinco negros em pelota.

Um comentário ao facto de A fórmula de Deus, de José Rodrigues dos Santos, liderar o top de vendas da FNAC.
Será que um dos ingredientes da tal fórmula de Deus é o célebre "leite de mamas" referido no penúltimo livro do autor?

Aparentemente sem razão, Britney Spears decidiu rapar todo o cabelo.
E a gente deixa-a. Só começo a estranhar se a Sinead O'Connor puser implantes de silicone.

Em entrevista à soporífera Judite de Sousa, o Procurador-Geral da República, Pinto Monteiro, prometeu que "até ao Verão haverá respostas e alguma coisa vai mudar no futebol". Pé em riste ou de promessas está o futebol cheio?
Ele sabe coisas que nós não sabemos. Por exemplo, que o Paços de Ferreira está apostado em reforçar a equipa e disputar o título já no próximo ano. É isso que vai mudar.

Cientistas mexicanos anunciaram esta quarta-feira a produção do "super-milho", uma variedade com o dobro das proteínas do grão normal. Mas o mesmo será usado para produzir aperitivos. Uma desilusão?
É um grande avanço. Falta resolver o problema de o super-milho só poder ser convertido em super-pipocas num forno de kryptonite.

O editorialista José António Saraiva escreveu no seu último jornal que "José Sócrates ganhou o referendo - mas perdeu a oportunidade de subir uns furos como estadista". Ultrapassando o pormenor do travessão no meio da frase, o que dizer?
É claro. Está a dizer de modo velado que, para além de ter inventado o saco de plástico do Expresso, também inventou o travessão. A conversa sobre José Sócrates é só um pretexto. Já agora, de furos percebe ele muito bem! (não faço ideia do que isto quis dizer)

Noutros fóruns, no ramo automóvel a Renault-Nissan rejeitou a fusão, ou mesmo aliança, com a Chrysler.
A Renault-Nissan sabe muito bem que a Chrysler passou os últimos meses a dormir com a General Motors.

Por falar em fusão, o Público "fundiu" a Xis. Últimas palavras?
Não se perde grande coisa. A Xis era um xarope do xaralho.

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

alucinário ich bin ein portossantense

Nesta tragicomédia da demissão de a besta, a minha solidariedade vai bem mais para os portossantenses que para os madeirenses.

segunda-feira, fevereiro 19, 2007

eu é que sou o óscar de la renta alberto joão jardim

----------------------------------------antes de o.d.l.r. ------------------------------------depois de o.d.l.r.

quinta-feira, fevereiro 15, 2007

a quintessência renato carreira

Eis a quintessência, onde se fala de Carnaval, Herman José e Joana Amaral Dias, do novo Público, de um Fiat Panda azul, mas também do sismo, do acidente no Tua, do Benfica, do referendo, do Dia dos Namorados, da OPA da Sonae, da AR.CO, de cocaína, do Hospital de Peniche e do 24 Horas. Vendo bem, ficou pouca coisa de fora. Com Renato Carreira, o balanço do que passou nos primeiros cinco sétimos da semana.

O Sim no referendo, o sismo, o desastre no Tua, a vitória do Benfica. O que dizer desta semana?
Cheguei a temer a repetição do resultado negativo da última vez e vi tudo muito tremido e quase a ir pela ladeira abaixo. Mas o golo no fim do jogo tranquilizou-me.

Também ficou para trás o Dia dos Namorados... Balanço final?
Porque não me retribuíste o postal e as flores? Acho isso cruel.

Quase pior: vem aí o Carnaval. O que esperar?
O habitual. "Mulatas" pálidas pouco vestidas a abanar as banhas para espantar o frio. Travestis pouco convincentes a esfregarem-se pelos postes de iluminação pública e carros alegóricos de grande sagacidade.

Na OPA, a Sonaecom pediu quarta-feira esclarecimentos sobre... pouco interessa. O que dizer desta trapalhada?
Será verdade que o filho do Belmiro foi produzido em laboratório a partir de um pêlo do nariz do pai? Isso é que verdadeiramente interessa.

Em Madrid, Espanha, começou a ARCO 2007. Alguma expectativa especial em torno da feira de arte?
Claro. Conhecer a localização exacta da zona das farturas e dos carrosséis.

Nem de propósito, foi anunciado esta semana que as apreensões de cocaína mais que duplicaram em Portugal no ano passado.
*sniiiiiiiiiiiiiiifff* Ah sim?

Que tal o novo programa de Herman José?
Por acaso até me ri bastante. Foi muito depois de o programa ter acabado e, agora que penso nisso, era a propósito de outra coisa qualquer mas é verdade que me ri. No entanto, não me parece que o objectivo fosse realmente fazer alguém rir mas permitir aos autores e equipa de produção ficarem convencidos de ter produzido algo genial e inovador (como já vinham prometendo há meses na imprensa). E, se estão realmente convencidos disso, quem somos nós para os acusar de apresentar uma revisitação ridícula de fórmulas que tiveram sucesso no passado mas que hoje são só "mais do mesmo"? O Senhor José faleceu. Deixem estar o seu cadáver sossegadinho e parem de o cutucar com um pau.

E a noite de análise ao referendo nas televisões nacionais?
Joana Amaral Dias = boa e gira; Matilde Sousa Franco = má e feia.

A nível regional, terça-feira os municípios do Oeste manifestaram-se contra o eventual encerramento das urgências do Hospital de Peniche. Onde está a surpresa?
A surpresa está dentro de uma caixa de sapatos no banco de trás de um Fiat Panda azul estacionado numa rua de pouco movimento em Torres Vedras.

O que dizer do novo grafismo do Público?
Gostaria mais se o P não tivesse sido censurado. A versão original era :-P

E da manutenção do grafismo - vamos chamar-lhe grafismo - do 24 Horas?
Acho que se adequa perfeitamente ao jornal - vamos chamar-lhe jornal.

alucinário compra estranha da semana #2

Caderneta de recibos, Artigo 115º do Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares > 3 euros

Notas:
- Tem 50 recibos. É pouco, sobretudo para quem ganha a vida a ter de passar recibos verdes. Como se a situação em si não bastasse, volta que não volta tem de se regressar à repartição de finanças, com tudo o que de mau isso significa
- Cada recibo fica a 0,06 euros. Acho caro
- Ao menos o Simplex fez com que já não seja preciso ir a um balcão pedir uma declaração qualquer para levar a outro balcão para nos poderem vender a caderneta de recibos. Tive pesadelos só de pensar que tinha de passar por tudo isto hoje de novo. Vou dormir mais descansado
alucinário rasage

Ultimamente só me lembro que tenho de fazer a barba quando começam a pedir-me para revistar os sacos à saída do supermercado.

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

alucinário não somos ninguém

Não somos ninguém até sermos acordados por um tremor de terra a abanar-nos a cama. Se vier acompanhado por uma torrada quente e um sumo de laranja natural, tanto melhor.
alucinário há gente que até faz scolari parecer simpático

O renovado e belíssimo Público de hoje passava bem sem isto do inefável Rui Santos:

"Uma das coisas que Scolari não tem o direito é fazer pouco de nós. Portugal já existia antes de ele chegar, bem como a selecção e os jogadores que já estavam formados. Ele está aqui com um objectivo único, que é o negócio. Não é mais nada. Quando ele canta o hino nacional eu não acredito em nada daquilo. Ele pode cantar até o Tony Carreira. Mas é para inglês ver - eu gostava de o ter visto agora no Portugal - Brasil cantar o nosso hino. Ser coerente: se é tão português e se assume tão português então por que é que não cantou agora o hino?".

Scolari é mau, mas Rui Santos goleia-o.