Como chegou até aqui?

segunda-feira, novembro 05, 2007

eu é que sou o óscar de la renta pedro abrunhosa

antes de o.d.l.r ----------------------depois de o.d.l.r.

quinta-feira, novembro 01, 2007

a quintessência renato carreira

A a quintessência está de volta após uma semana de higiénico interregno. Renato Carreira comenta, iluminado, os factos que realmente importaram na semana que está a terminar. Na selecção dos factos, Alexandre Louro contou com a sapiente colaboração de lauta personalidade das comunicações sociais da capital, com especializações várias em saúde, pulsos cortados e unhas roídas. O vulto, sublinhe-se, preferiu o anonimato - que respeitamos - para não se ver forçada a cobrar honorários - o que respeitamos ainda mais.

De que forma o cancro na próstata de Ehud Olmert - que o assumiu esta semana - pode influenciar a questão israelo-palestiniana?
Tudo dependerá de o seu médico ter mãos quentes e toque delicado ou não.

Esta semana, o comendador Berardo foi ao Prós e Contras falar de coisas. Joe sofre da mesma doença que fez há uns anos uma escocesa acordar e começar a falar com o sotaque da Jamaica?
Joe Berardo contra Fátima Campos Ferreira? Mas que belo duelo depronúncias absurdas!

Quem merece ser mais insultado? Os No Name Boys ou Luís Filipe Vieira?
E não dá para dividir o mal pelas aldeias? A seguir, podíamos instalar nas ditas uma loja de pneus e saquear a bomba de gasolina local.

Concorda com a atribuição dos alvarás para as novas farmácias através de sorteio, tipo Euromilhões?
Concordo. E estou ansioso por ver Marisa Cruz ou Serenella Andrade a anunciar os contemplados.

O Procurador-Geral da República foi ao Parlamento afirmar que "quando me montaram o telefone no gabinete, disseram-me que quando quisesse ter uma conversa mais secreta falasse junto da televisão". Vamos assistir a uma profunda ruptura do paradigma comunicacional das famílias portuguesas a partir de agora?
Não. Pessoalmente, há já muito tempo que não falo ao telefone sem os grunhos obesos de Fernando Mendes como ruído de fundo.

Catarina Furtado fez bem em não deixar que fotografassem o seu segundo filho à saída do hospital?
Fez. Assim, as fotografias oficiais que em breve venderá às revistas terão maior lucro.

O governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, mandou uma mensagem ecológica para Lisboa, aliando-se à Europa por Quioto. Acha que o filho de Catarina Furtado e do actor-cônjuge com quem ela concebeu devia chamar-se "Arnólde"?
Disparate. Acho que devia ter um nome evocativo do pai e da mãe. Canastrão Sonsa Furtado Reis, por exemplo.

Esta semana Dias Ferreira disse na SIC Notícias que o Apito Dourado é, na verdade, Apito Enferrujado. Que dispositivo tecnológico terá afinal permitido perceber através de escutas que o apito era dourado?
Um saca-rolhas cromado. Ou talvez um pavão amestrado. Não sei bem. Estou muito confuso. Acordem-me quando o Penafiel ganhar a Taça da Liga.

Uma versão digital em altíssima definição de A última ceia está agora disponível na internet. Deve servir-se com...?
Puré de castanhas. Morrem os mesmos no fim?

sábado, outubro 27, 2007

vício contemplativo l3 d23 r3

l3 dr23 d3, exposição de ricardo jacinto na moagem - cidade do engenho e das artes (fundão), 2007
alucinário compra estranha da semana #6

Bilhete para concerto de cravo, Casa da Música de Óbidos > 7 euros

Notas:
- Nunca tinha visto um concerto especificamente de cravo. Gostei, é um instrumento intrigante - para alguns é mais um instrumento irritante
- Só em velas no palco gastaram-se bem mais do que sete euros. Portanto o bilhete nem foi caro, se atendermos a que se esteve a incentivar a indústria nacional da cera (em crise, certamente)
- Achei piada ao facto de ninguém saber quando podia, ou não, bater palmas (eu incluído). Ok, é falta de formação, mas com pausas entre músicas e em cada andamento fica-se sem saber o que fazer - à cautela, palmas só quando o rebanho já as bate há alguns segundos (a confusão foi tanta que alguém atrás do palco teve de bater palmas para que se percebesse que aquele era o momento)
alucinário confissão íntima

Hoje estava a enviar uma porção de puré de batata fora do prazo para o lixo e aquilo caiu-me tudo em cima da roupa, calças e camisola, sobretudo. Pronto, já confessei uma parte da minha intimidade.

segunda-feira, outubro 22, 2007

a quintessência renato carreira

Nota prévia: esta a quintessência está a ser colocada online um pouco fora do prazo e, logo, um pouco desactualizada. Mas está tão boa, tão tostadinha, tão da avó, que não resistimos a publicá-la na integra - seria um crime privar os nossos leitores de tamanha dose de sapiência.

Fica satisfeito com o Tratado de Lisboa?
Fico. Mas também é verdade que não sou a Polónia (apesar de já meterem dito uma vez ou duas que pareço a Bulgária visto de longe).

Esta semana foi abalada pelas declarações racistas do nobilizado James Watson, sobre a "inteligência inferior dos negros em relação à dos brancos". O que dizer sobre Watson?
A Sra. Watson saiu de casa para viver com um namorado nigeriano, certo?

Contudo, esta semana trouxe-nos também o encontro entre Bush e Dalai Lama. É agora que os chineses vão por picante a sério no chop-suei?
É normal que Bush se encontre com o Dalai Lama. O mesmo não poderia acontecer em Portugal, onde os políticos têm de se preocupar com o nosso estatuto de superpotência e as implicações que o encontro poderia ter no delicado equilíbrio diplomático mundial.

Depois das pujantes vitórias sobre o Azerbeijão e Cazaquistão, Murtosa provou que Scolari é dispensável?
O homem criou a epidemia de bandeiras penduradas à janela (mais professor Marcelo, menos professor Marcelo). Ou seja, sim! E já há muito tempo.

Como vai ser ter Santana Lopes a presidir à bancada parlamentar do PSD?
Vai ser mais ou menos como ter Marques Mendes, mas sem as almofadas na cadeira.

Segundo o DN, há brasileiras a pagar a portugueses para casarem e assim poderem legalizar a sua situação na Europa. Aceitaria um negócio destes?
Não sei se os meus princípios elevados o permitiriam. (Tradução: Se fosse gira e boa, sim, ó sim!)

Os últimos dias têm sido cheios de surpresas, com o Nobel da Paz atribuído a Al Gore. É justo?
É temporário. Quando instituírem o Nobel "Vê Lá Se Foste Assim Activista Quando Eras Vice-Presidente, Seu Camelo Sedento de Atenção", o da Paz será devolvido.

Sem surpresa, Fátima encheu para a inauguração da santíssima nova igreja que custou 70 milhões. Como viu o acontecimento?
Acho que a vida sexual de Fátima Campos Ferreira apenas lhe diz respeito a ela.

Aparentemente, Hamilton e Alonso fizeram as pazes. Como é que o campeonato de F1 vai acabar?
Com a vitória de Ayrton Senna que, afinal, não estava morto.

É compreensível que 50 por cento dos idosos admitam a eutanásia, como aponta um estudo divulgado pela Faculdade de Medicina do Porto?
Sejamos frontais. Falamos de eutanásia ou de usar idosos como gladiadores em combates até à morte? É preciso não ter medo de referir as questões que realmente interessam.

quarta-feira, outubro 17, 2007

alucinário o photoshop e o correio da manhã fazem milagres

"Elsa Raposo sensual em catálogo de moda"

Correio da Manhã Online, 17/10/2007, numa notícia onde se lê que "a ex-apresentadora (...) apesar de estar com mais 15 quilos (!!!) (...) fez de tudo para transmitir o melhor da sua imagem: a sensualidade (???)".

sábado, outubro 13, 2007

a quintessência renato carreira


Depois de uma semana de interregno para eleição do novo conselho de administração, a quintessência está de volta pior que sempre. Brincadeirinha... Está muita boa e o conselho de administração é o mesmo, só foi é reeleito.

Alexandre Louro - O paradoxo do ornitorrinco é o título do último livro de Pacheco Pereira sobre o PSD. Comentários?
Renato Carreira - Ornitorrinco! Finalmente! Andava há que tempos a tentar perceber que animalejo de aspecto ridículo o Pacheco Pereira me fazia lembrar. Não teria conseguido sem ele. É realmente um grande senhor da nossa política e das nossas humanidades.

Mourinho, Maddie, Esmeralda e, agora, de novo Casa Pia. O que dizer das revelações de Catalina Pestana?
O conteúdo das revelações até pode estar correcto, mas a senhora está claramente xexé.

Os EUA devem ou não reconhecer o genocidio arménio perpetrado pela Turquia?
Há petróleo na Arménia?

O FMI prevê a travagem da retoma portuguesa em 2008. Travagem ainda vá mas... qual retoma?
Se estivéssemos no Parque Mayer, responderia assim: "Re? Toma!" Mas, como não estamos, fico caladinho e vou ali para o canto contar tostões.

O Vaticano anunciou esta semana ter dúvidas quanto ao milagre de dois pastorinhos de Fátima. O Vaticano é pessoa de pouca fé?
Para quando uma cisão? Fátima não precisa do Vaticano para nada. Convertamos o bispo em papa e a Irmã Lúcia em messias!

O que sobra do Caso José Rodrigues dos Santos?
Está bem que a RTP é uma quadrilha e que as promoções e nomeações são feitas na horizontal há muitos anos. E o Sr. Santos será uma pessoa muito recta por denunciar que nem tudo está bem. Mas eu não o vejo a sair de lá.

A SIC fez 15 anos, mas até fez pena, não?
A SIC é o dos Morangos com Açúcar ou o das Chiquititas?

Os CTT disponibilizaram esta semana um serviço que permite personalizar, online, selos de correio. Qual a vantagem disto?
Ficam avisados de que, assim que receba a primeira carta com selo ilustrado com a pila de alguém, recorro aos tribunais e exijo compensação por danos morais.

Um treinador de futebol, de nome de Szabó, disse esta semana que as mulheres só atrapalham o rendimento dos jogadores da bola. É verdade?
O mister gosta de partilhar quartos com a equipa durante o estágio não gosta? *piscadela de olho*

David Fonseca lançou esta semana um novo disco. É de chorar por mais? Tem alguma coisa a ver com O paradoxo do ornitorrinco?
Respondo em inglês de letras de David Fonseca: I like that he to launch new disk. It does me very happy. I hope for he to being very good lucky into all his career and life.
há coisas que ninguém fotografava

cadeira elie, moagem lounge (fundão), 2007

sexta-feira, outubro 12, 2007

alucinário dumbland

Lynch nunca esteve entre os meus eleitos (gosto de filmes que não se pareçam com as minhas reuniões de condomínio). Mas na semana passada fui ao Fundão e no festival Imago confrontaram-me com "Dumbland" (2002), uma experiência de animação absurda, violenta, suja, brutal - mas capaz de provocar riso compulsivo e vontade de nadar mariposa em azeite virgem. David faz tudo: desenho, música, vozes e o resto ao computador. O primeiro de oito episódios é este: